Credits: Azuzephre//Jeff Thomas ( see...I didn't steal it... eh* )
domingo, 7 de dezembro de 2008
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Publicada por
Adinatha Kafka
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Tempo...
Hoje, que já estou tão cansada das palavras, há sempre tempo para mais umas contigo.
Há sempre tempo para mais uma tarde, caso tu o permitas... Há sempre tempo para mais um carinho num quarto emprestado, para um desabafo, para uma gargalhada, para desenhos rabiscados quando a aula é tudo menos onde queremos estar... Há sempre tempo para ti; para nós há sempre.
Há sempre tempo para mais um silêncio...
Então que o meu silêncio se expresse em gratidão pelo teu, que as minhas palavras te sejam de agrado pelas tuas, que os meus carinhos, embora que por vezes escassos, te sejam de conforto pelos teus...
Porque para amar-te há sempre tempo... Nem que seja quando não o sentes...
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17:55
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Adinatha Kafka
domingo, 30 de novembro de 2008
In the end, what remains is just silence...
Mãe, eu quero ficar sozinho. Mãe, não quero pensar mais. Mãe, eu quero morrer mãe. Eu quero desnascer, ir-me embora, sem sequer ter que me ir embora. Mãe, por favor, tudo menos a casa em vez de mim. Outro maldito que não sou senão este tempo que decorre entre fugir de me encontrar e de me encontrar fugindo, de quê mãe? Diz, são coisas que se me perguntem? Não pode haver razão para tanto sofrimento. E se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar? Partir e aí nessa viagem ressuscitar da morte às arrecuas que me deste. Partida para ganhar, partida de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, terra, mar, mãe... Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, lembrar nota a nota o canto das sereias... Lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição, partir aqui com a ciência toda do passado, partir, aqui, para ficar...
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17:26
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Adinatha Kafka
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Quero uma sniper ^^
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Publicada por
Adinatha Kafka
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Um rapaz acorda de manhã com uma machado cravado acima do joelho, na coxa. Mais de metade da lâmina encontra-se já dentro da carne; fora está o cabo do machado e pouco mais.
O rapaz queixa-se de dores. São fortes, mas não insuportáveis. Mantêm-se nesse nível constante, no limite do suportável.
Da perna sai um fio de sangue mínimo. Por onde o rapaz passa vai ficando um rasto vermelho no chão, como se ele quisesse recordar às pessoas que sofria no momento em que passara por ali.
O rapaz tentara já arrancar, com as suas próprias mãos, o machado da perna, mas a lâmina estava tão enterrada na sua carne que ele percebeu ser impossível.
Pediu depois aos amigos mais próximos e eles tentaram, mas a lâmina não se mexia nem um centímetro, parecendo por vezes que o metal pertencia já àquele corpo, como se fosse um novo órgão, uma nova articulação, um tendão ou um osso suplementar.
Foi pelo mundo à procura de alguém forte o suficiente para arrancar a lâmina da sua perna.
Encontrou homens fortes; eles tentaram, mas falharam. Tentou as tecnologias mais modernas; falharam também.
Havia já desistido. Sentado no chão, resignava-se àquela dor, que incomodava mas não o impedia de viver. E foi nesse momento que uma bela rapariga se aproximou dele e, sem uma palavra, retirou, suavemente - muito suavemente - o machado da perna, pousando-o depois sobre a erva.
Nessa mesma noite, ela tratou--lhe daquela ferida, que ele já desistira de ver curada; e a ferida cicatrizou com uma rapidez invulgar. O sangue parou de cair da perna em definitivo, e os dois dormiram juntos como só se costuma fazer atrás dos bastidores dos contos de fadas.
É esta a história.
Só falta dizer que, na manhã seguinte, o rapaz que finalmente se curara da ferida acordou morto.
à(s)
05:56
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Adinatha Kafka
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Quem me leva os meus fantasmas?
Se ao menos eu não tivesse notícias dele, se ao menos não tivesse de o ver, se ao menos não me dissessem o que dizem, se ao menos ele continuasse a ser a mesma pessoa que eu um dia conheci numa mesa de esplanada, tímido e introvertido... seria muito mais fácil.
Espero bem que ponhas a mão na mente e vejas o que andas a fazer...
à(s)
05:43
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Adinatha Kafka
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Teve tudo para ser a tarde perfeita... Uma tarde em que corremos pela relva e pela vida, onde fomos tu e fui eu, transparência... Onde senti de novo a inocência que há muito não me habitava o peito, onde me senti feliz, onde te senti feliz.
Subitamente, veio o frio...
Arrefeceu por fora, mas por dentro uma luzinha muito ténue mantém-me quente...
Obrigada por tudo...
à(s)
10:20
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Adinatha Kafka
domingo, 2 de novembro de 2008
Maizum joguinho :D
Instruções:
--> Coloca isto no teu blog. Escolhe 5 pessoas. Pede a essas 5 pessoas para escolher um mínimo de uma música que as lembra da tua pessoa. Podes ou não postar aqui os resultados. Depois essas pessoas podem pôr isto no blog delas, e descobrir o que pensam os outros.
E os escolhidos são:
Erica (http://lephemeres.blogspot.com/)
Mafalda (http://salteidemim.blogspot.com/)
Renato (http://silentvoid-losthoughts.blogspot.com/)
Bruno (http://www.egoaselfportrait.blogspot.com/)
André (http://circonatureza.blogs.sapo.pt/)
Agora toca a comentar e a passar a palavra (estou para ver quantos alinham LOL)
à(s)
12:12
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Adinatha Kafka
Sometimes, when I look deep in your eyes I swear I can see your soul.
à(s)
03:41
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Adinatha Kafka
sábado, 1 de novembro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Levou-nos até à praça e lançou o repto: escrevam sobre alguém do grupo, um "amigo secreto". "Nem apenas amigo, muito menos secreto", pensei, com um sorriso nos lábios mas a imaginar a dificuldade de descrever-te.
E o texto saiu. Devagar, mas saiu. Não foi nem de longe dos melhores que escrevi... é tão difícil descrever alguém que não tem descrição possível! Quero dizer, tem... mas as palavras falham :x
De qualquer modo ninguém ia acreditar que és alguém que procura, comigo, a nave de volta ao seu planeta...
à(s)
07:19
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Adinatha Kafka
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Obrigada por estares lá...
à(s)
14:03
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Adinatha Kafka
domingo, 26 de outubro de 2008
Mudanças...
Esta madrugada mudou a hora. Uma hora a mais no fim de semana já de si longo. O tempo demora àqueles que esperam por um tudo.
Chegou a altura do ano que em mim desperta mais sentimentos contraditórios. Ainda assim, gosto do Outono, pelas cores, pelo arrepio do vento fresco de manhã, por me sentir aconchegada na roupa de cama que já pesa. Mas por outro lado, anoitece tão cedo... a falta de sol torna-me melancólica...
Ainda assim... já tinha tantas saudades de sentir o restolhar das folhas debaixo dos pés, de olhar com ar matreiro os montes de folhas (ao mais puro estilo Calvin & Hobbes...), de assistir aos entardeceres na minha praça, com chá e livros...
Podia era haver mais sol... já agora, se não fosse pedir muito...
à(s)
12:57
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Adinatha Kafka
sábado, 25 de outubro de 2008
Eu não gosto de inquéritos xD
1. Escreve o teu nome ao contrário.
.araS
2. Finge que bebeste 15 cervejas. Descreve o que estarias a fazer agora?
A perguntar-me porque bebi eu 15 cervejas se detesto cerveja...
3. Onde estás agora?
Planeta Terra...
4. WHERE IS NUMBER 4?!
No dedo mindinho quando conto pelos dedos.
5. Falas contigo própria?
Muito. E respondo!
6. Bebes leite directamente do pacote?
Não :x
7. Quem sabe um segredo ou dois sobre ti?
Gente a mais.
8. Quão comprido é o teu cabelo?
Pelos ombros.
9. Quanto dinheiro tens?
Uns... 4€?
10. Descreve o que tens vestido.
Botas de pêlo, meias, calças de ganga, roupa interior, top às riscas e camisola de malha preta, lenço palestino ao pescoço.
12. Dizes asneiras ao insultar os teus pais?
Não.
13. Gostas/amas alguém neste momento?
:) nota-se muito?
14. Quando foi a última vez que mentiste?
Não sei, não me lembro e se menti foi mesmo sem querer.
16. O teu aniversário é num feriado?
Não :p
17. Em que é que gastas a maioria do teu dinheiro?
Livros, revistas, gomas, material para artesanato...
18. A última coisa que cozinhaste hoje?
Abri um iogurte, conta?
19. Dormiste a sesta hoje?
Não :x
20.O que é que estás a ouvir?
O exaustor da cozinha.
21. Último amigo com quem falaste?
Por telemóvel, o Tiago. Por msn, o Renato. Pessoalmente, o meu irmão :p
22. Porque é que o céu é azul?
Porque Deus é rapaz?
23. Qual é a primeira coisa que fazes quando acordas?
Esfregar os olhos...
24. Dizes muitas asneiras?
Não muito.
25. Onde te vês daqui a 10 anos?
De preferência no MEU planeta.
26. Alguns arrependimentos?
Ush... tantos...
27. Usas um despertador?
The Postal Service @ tlm
28. Quando foi a última vez que escovaste os dentes?
De manhã.
30. Qual é a primeira coisa que reparas no sexo oposto?
Os olhos.
31. Alguma vez finges que estás ao telefone ao andar pela rua?
Não LOL
32. Alguma vez foste suspensa?
Não.
34. Usas roupa-interior?
-.-'
35. Quem gostarias de ver agora?
Ele :)
36. Se visses uma velhinha que nunca viste, a carregar sacos da mercearia, ajudá-la-ias?
Depende...se ela não levasse nada que me pudesse arremessar, pensava no caso. Mas não é certo...
37. És uma pessoa social ou antissocial?
Sou antissocial, não gosto de pessoas.
38. Tens idade para votar?
Tenho mas não voto.
39. Tens um bronzeado?
Naturalíssimo!
40. O que é algo de que te arrependas?
Ter começado a falar com as pessoas erradas.
41. Qual é a tua pior memória da infância?
Algumas.
42. Em que escola andas?
N'ESTA
43. Que rádio ouves?
Antena 3
44. Quem foi o teu primeiro melhor amigo?
O "Guigo". E um amigo imaginário chamado Gonçalo.
45. Tens medo do escuro?
Às vezes.
47.Qual é a tua marca desportiva preferida?
Susana Gateira.
48. Qual é a tua música preferida?
Muitas. De momento Starálfur de Sigur Ròs.
49. Quem é o/a teu/tua professor(a) preferido este ano?
A Romana.
50. Qual é o teu desporto preferido?
Ninjutsu.
à(s)
12:12
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Adinatha Kafka
You make it easy to watch the world with love
You make it easy to let the past be done
You make it easy
à(s)
11:34
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Adinatha Kafka
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Estes corredores estão diferentes... uma multidão de caloiros passa por mim, aos encontrões, mas não sinto nada. Uma multidão à minha frente e o corredor está vazio... Fecho os olhos, ainda sinto o teu toque como quando passamos numa teia-de-aranha e a sensação da teia colada à cara permanece, mesmo quando já a tirámos toda...
Caminho pelos corredores, pelo átrio, saio do edifício. Os baloiços. Vagueio, desorientada, como uma criança a quem mostraram um doce por pirraça e agora vai ter de esperar uns bons dias até lho darem... E o tempo não flui na sua normalidade, teima em não fluir como flui quando temos as mãos juntas... Esta cidade aperta-me, sinto-me fechada, tão claustrofóbica...
Sinto tanto, tanto dentro de uma pessoa tão pequenininha como eu...
à(s)
02:39
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Adinatha Kafka
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Por fora nada terá mudado, mas algo dentro de mim ficou reduzido a cinzas e deixou de existir.Houve sangue derramado e, dentro de mim, algo morreu. Desapareceu de vez, de cabeça baixa, sem uma palavra. Há uma porta que se abre e uma que se fecha. Apaga-se a luz. Para mim, tal como sou agora, hoje é o último dia. Este é o meu último entardecer. Quando o novo dia nascer, eu, tal como sou agora, já não estarei aqui. Outra pessoa diferente habitará o meu corpo.
(...)
Porque será que andamos condenados a ser assim tão solitários? Qual a razão de tudo isto? Há tanta, tanta gente neste mundo, todos à espera de qualquer coisa uns dos outros, e, contudo, todos irremediavelmente afastados. Porquê? Continuará a Terra a girar unicamente para alimentar a solidão dos homens?
(...)
Fechei os olhos e prestei atenção para ver se conseguia ouvir os descendentes do Sputnik que continuavam a dar voltas à Terra, tendo como único elo de ligação ao planeta a gravidade. Solitários pedaços de metal que se encontram de repente nas trevas do espaço, cruzam-se no seu caminho e depois separam-se para sempre, sem trocarem uma palavra, sem trocarem uma promessa.
à(s)
03:02
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Adinatha Kafka





