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sábado, 16 de fevereiro de 2008


O coração quando se fecha faz mais barulho que uma porta.


Imagem: www.nin.com
Texto: António Lobo Antunes
Ouvindo: Anarchy, Skazi

domingo, 10 de fevereiro de 2008








Bô é coisa mais linda
Que já m`oiá na céu de Cabo Verde
Padoce de céu azul
Que núvem ninhum consegui escondê

Já m dzêb êl tcheu vez
Ma nunca bô levam a sério
Dêss confusão que vida é
Bô é únic beleza que ta restam


Crêtcheu, crêtcheu
Once forever once for all
Crêtcheu,crêtcheu
Once forever you`re the one

Bô é darling, poesia, riquesa
Amor e compreênção
Padoce de céu de Verão
Qu`incompreênsivelmente caím na nha mon
Imagem: Little David Boy
Texto:Padoce de Céu Azul, Lura

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008






And she turned around and took me by the hand and said
I've lost control again
An how I've never felt just why I don't understand she said
I've lost control again
And she screamed out kicking on her side and said
I've lost control again
And she's upon the floor; I thought she died she said
I've lost control again
Imagem: "Control", 2007, Anton Corbijn
Texto: She's Lost Control, Joy Divisin

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008





stalled at young modern statioN
arthritic conversatioN
life has a dead line latelY
Allergic and in the newS


Foto por Rebecca La Mela
Texto: Silverchair, Young Modern Station
Ouvindo: Adriana Calcanhoto, Ciranda da Bailarina

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

A cidade busca-me onde não estás. Mas eu sei, cheiro-te no infinito branco onde estou. O sol nasce mas esta escuridão branca envolve-me, e acordo...
Continuo a procurar-me, mesmo que já te tenha encontrado. É sempre bom.


Foto por Mafalda Grácio
Texto por Sara Pereira
Ouvindo Rodrigo Leão, Dragão


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

06h07




Sábado, e Carlos acordava com a ideia fumegante na sua cabeça de que aquele, de uma maneira ou de outra, seria o seu último dia. Tentou fazer a sua rotina normal, mas a frase é o último dia não lhe parava de bailar na mente como stripper depravada. Pois, que fosse o último. Ligou-se à rede. Apenas um peixe. Isabel. Já trocava impressões com Isabel há meses, mas, mesmo sendo ela da mesma cidade que Carlos, nunca tinham sentido a urgência de se conhecerem para além das palavras. Aliás, pensava ele, um homem de meia idade como eu não tem nada de se meter com miúdas universitárias... Pois, que aquele dia fosse o último, e convidou Isabel para um simples, inocente café.

Isabel, nesse sábado, acordara com os olhos inchados de chorar. Mais um desgosto e será o último. Sozinha há algum tempo, tinha vinte-e-um, mas pensava que já tinha vivido demais. Ligou-se e logo Carlos meteu conversa com ela. Era seu confidente cibernético, embora não se tenham nunca conhecido na realidade real. Pois, que seja hoje, pensava Isabel, que não podia esconder dentro de si uma certa admiração pelas palavras delicodoces daquele homem. Ele convidava-a para um café, bem perto de casa dele, e ela, admirada e, finalmente, curiosa, aceitara sem pensar duas vezes.

Já em casa dele, com o travo do grão torrado na língua, procuraram-se um ao outro...

Carlos pedira licença a Isabel, desculpa-me, mas não gosto de ficar com a casa a cheirar a tabaco, vou fumar na varanda, volto já, fica à vontade, está bem, vai lá, que eu espero todo o tempo do mundo por ti...
Carlos não tirava da cabeça a ideia, este dia será o últmo, e foi. Espantado com a sua própria coragem, os úlimos pensamentos que lhe bailaram na cabeça foram os olhos de Isabel, antes de se estatelar do chão do terraço, nove andares abaixo da sua varanda.

Isabel esperava, enrolada no lençol suave, ainda saboreando a noite de paixão em casa de Carlos; e de tanto esperar, adormeceu...
Ao acordar, deparou-se com a ausência gritante daquele que a tinha devassado... mais um desgosto, este será o último, ele concerteza nem fumava, Isabel não via cinzeiros espalhados pela casa, como sucede nas casas dos fumadores, ele fugira de mim, de mim, na própria casa dele, esperava talvez que se fosse embora para voltar para a sua própria casa, falta de coragem para a mandar embora, possivelmente, e Isabel vestiu-se e saiu porta fora...

Passavam sete minutos das seis da manhã, após horas e horas vagueando perdida nas ruas da cidade adormecida e na sua mente anestesiada pela dor, quando Isabel chegou a casa e subiu à varanda da sala. E a última coisa que se lembrou, antes do violento embate, foi do olhar profundo de Carlos, jurando-lhe que nunca voltaria a amar alguém como tinha amado Isabel naquela noite.
Foto por José Carrilho
Texto por Sara Pereira

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

I wanna do centuries in a lifetime
And feel it with my eyes
Watch Jesus rise.
If he ever did
Flying...
.

.
.
.
.

.
Yeah, mom. Put me in a cage. It's the overprotecting in its most.

sábado, 26 de janeiro de 2008

If i could look beyond your face, and photograph your hidden place, would I find you smiling in the picture?

Por ti. Que me fazes rir, me fazes chorar, me fazes chorar de tanto rir. Me levas a passear à chuva debaixo de um observatório portátil. Que sabes como me fazer acordar bem disposta mesmo que o dia esteja feio. Que me ensinaste a gostar de Portishead e de dançar funaná. Que estiveste ao meu lado quer quando estava com o mais feliz dos sorrisos quer quando não me vias os olhos por entre as lágrimas. Por ti, que me fizeste aprender finalmente que "o essencial é invisível aos olhos". Por ti, que sem ti ainda continuaria a olhar para o copo meio vazio.

Um dia talvez tu entendas...

Tenho tantas saudades de ser eu. De ver. De me deslumbrar numa iluminação.
*Por Vergílio Ferreira
*Ouvindo: "Too Late", Timbaland

And if a ten ton truck
kills the both of us
To die by your side
Well the pleasure,
the privilege is mine...







There is a light that never goes out.

Edited by Adinatha: Foto by LittleDavidBoy

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008


No fundo (...) devemos juntar-nos, sim, àquilo que não gostamos de ser, para assim nos conseguirmos transformar no que pretendemos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Enquanto o amante não chega a mulher não sai da janela. As janelas existem porque os amantes existem e porque os amantes ainda não estão em casa. As janelas deixam de existir quando as pessoas que amas voltam. Vê o frio, a tempestade lá fora.


(...)






O mundo por vezes amputa um braço dos homens que estão do lado de fora da janela. Vê o mundo, o mundo tem uma lâmina.

Foto: David Pereira

Texto: Gonçalo M. Tavares, in Jerusalém

Dedicado: A quem ainda não partiu, mas por quem esperarei à janela.

Ouvindo: David Fonseca, This Raging Light


quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Sleepwalking convict...

What is going on with us...?


quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

EU E EU MESMA NÃO NOS DAMOS TÃO BEM COMO PARECE...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Don't be sad about all the strange things I wrote...

I don't believe that anybody feels the way I do about you now...

























quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Wake me up before I change again, tell me the reason so I won't get insane...





Tell me why it's always the same...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

We're on the road to nowhere, come on inside.





I'm unclean, a libertine
And every time you vent your spleen
I seem to lose the power of speech
You're slipping slowly from my reach
You grow me like an evergreen









You've never seen the lonely me at all ...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Tira-te de mim!